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quarta-feira, junho 29, 2011

Devaneios parte XXXIII

A passagem dos dias tem sentido porque você vem me ver.
Eu acredito. Eu acredito em cada gemido, gozo e mordida. Eu acredito no teu abraço e no teu olhar. Eu acredito em tuas palavras. Só não acredito no que sinto.
Cada vez que toco nos roxos é como se tivesse tua boca me sugando de novo.
Não é uma declaração de amor. É só o que eu sinto. Eu sinto amor?
“Acredita-se muito bem em diplomacia, a ciência daqueles que não têm ciência parecem profundos quando dizem coisas vazias.”
Cama fria e vazia. Quanta ingratidão!
“-Já basta assim! – disse David. – Queria Eve, recebo mais do que dou. Mas vou amá-la mais do que você a mim, porque você é um anjo e eu sou um homem.
-Não sou tudo isso, não. Eu o amo tanto...
-Você percebeu que lhe amei desde o primeiro dia em que a vi?
-Qual é a mulher que não percebe quando é amada?”
Ilusões perdidas – Honoré de Bazac
To de boa vivendo a minha vidinha. É realmente relevante falar tão mal de mim?
Essa história de recolher as pedras do caminho faz sentido.
Eternidades se passam esperando sua resposta.
Coração dói por não saber o que fazer com tanto amor.
Cansei dessa tua mesmice. Daí, tu nunca vai sair mesmo. Foi difícil compreender isso.
To sempre dentro dessas. Sabia que ela era minha no final da noite.
Cada gesto teu era importante para mim. Contabilizava todos.
E não cabe tanto amor dentro de mim. Divide comigo.
Minha mãe diz que deixo tudo na beiradinha de mesa. Acho que deixo tudo na beirada da vida mesmo.
‘A paz que eu sempre quis. Estava no silêncio que eu nunca fiz...’
No fim é tudo sexo sim.
Como tem gente que sabe o que tem ou não fazer em tal momento. tem gente que nunca é importuna.
Eu disse que tinha ido, mas fiquei bem aqui na tua frente, esperando a tua resposta.
Só te amo quando está longe de mim.
Vamos por um cercadinho no que é nosso.
Como é terrível se sentir oca.
“Acho sim, que as vezes dou trabalho, mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser pagar o preço da manutenção, mude para um Passat.” Fernanda Young

quarta-feira, junho 15, 2011

Devaneios parte XXXIII

Quando pensei em ir dormir, minha mãe entrou no msn. Quando pensei em ir dormir, resolvi fazer a sombrancelha. Quando pensei em ir dormir fui pintar as unhas. Quando fui dormir veio um cara arrumar a janela da sala com uma furadeira. Porra.
Ando apertando o ESC com muita força.
E podem me chamar de autista, de que vivo no mundo da lua. Prefiro me perder nos meus pensamentos do que ouvir as merdas que vocês insistem em falar.
Eu falei: aí lembrei de ti... Não falei, aí eu só penso em ti.
Ela falava pra mim: cê gosta? Cê quer? E eu tinha como falar não?
Olha que isso tá se prolongando. Que cê quer?
Às vezes sinto que estou me apaixonando. Às vezes sinto que nem sequer te conheço. Às vezes nada. Às vezes tudo.
Do jeito que esse motorista faz a curva na atlântica qualquer dia desses o ônibus vai parar dentro da piscina no Marambaia.
Essa gente que te empurra quando tu sobe a escada do bus tem que mesmo é levar coice.
Quero te dizer que a tarde se arrasta sem você.
Prefiro que ninguém me conheça a todos me odiarem. O anonimato não faz mal a ninguém, já o ódio...
To pra ouvir um pagode, daqueles tipo: eu preciiiiso te veeeer pro meu foooogo acendeer, eu precisooo te amaaar pro meu mundo giraaaaar. Ui.
A criança reclama que eu balanço a mesa quando escrevo, mas ela pode por a mesa prédio abaixo teclando. Aí pode né.
Excitação causa amnesia?
Tche, esse vizinho do andar de cima usa tamanco de madeira???? Porra.
Por tanto tempo quis você por perto e você não fazia o mínimo esforço.
Movimentos contidos, corpo rígido, tão perto, respirando o mesmo ar. Desejos incontroláveis.
Quero saber o que muda. Quero saber que se o que eu temia, aconteceu. Eu também não sei o que temo. Temo que mude... mude algo que não consigo explicar aqui. Mude algo dentro de mim. É o encanto? Ainda te quero tanto... a expectativa acabou. O que eu espero agora é te ver mais vezes.
Eu ficava contigo e pensava: era aqui que queria estar. Era com você que queria ficar. Tu pensava no quê?
Pode ser que nós nunca mais no vemos. Pode ser que nos veremos pro resto da vida.
Números de celular eu tenho o suficiente! Eu quero ligações!
“Longe do centro onde brilham os grandes espíritos, onde a atmosfera é impregnada de ideias e onde tudo se renova, a instrução envelhece e o gosto se consome como água parada. Por falta de acontecimentos e atividade intelectual, as coisas pequenas tornam-se grandes. Essa é a razão pela qual a pobreza de espírito e a fofoca dominam nas cidades do interior.” Balzac